ensaio

Cities as new dictators

November 10, 2010

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Cidades como novos ditadores

1 – As cidades são hoje, novos ditadores, influenciando drasticamente as formas de vida que nela habitam. Molda o humano que por sua vez as moldou.

2- Conexões na cidade – Torna-se difícil na actualidade definir com precisão a cidade. Outrora o fenómeno urbano diferenciava-se com muita facilidade do espaço rural, nomeadamente quando a cidade se encontrava ainda amuralhada e no seu exterior existiam quase exclusivamente as actividades agrícolas.
Mas progressivamente, quer a paisagem urbana, quer a paisagem rural foram-se homogeneizando surgindo, quer num caso quer noutro, formas compósitas.
As ligações entre si, efectuadas, não por estradas, mas por aceleradores temporais.

3- Inicialmente o homem escolheu viver em sociedade não somente por contingência de sobrevivência, mas porque a sua própria natureza assim o exigiu.. O habitar em colectivo como necessidade básica surgiu.

4- A cidade desenvolve-se como ramos de árvores. (figura 2)

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5- O convívio humano que resulta de contactos primários é a característica dominante das sociedades pouco industrializadas, das zonas rurais ou de pequenos grupos sociais.

6/8 – A industrialização e a urbanização estabeleceram um modo de vida no qual o contacto primário, interpessoal foi reduzido, favorecendo a generalização dos contactos secundários e das relações impessoais. Observa-se, assim, uma tendência inversa entre a formação de grandes aglomerados populacionais e o convívio humano.
A instauração da sociedade de consumo e da sociedade de massa constitui-se num marco decisivo para o surgimento de um ser humano massificado. Nesse modelo social, o ser humano deixa de ser considerado pessoa e passa a ser encarado como máquina devoradora de produtos, ideias ou mercadorias.
Na sociedade pós-industrial, o contacto em geral entre as pessoas é apenas físico; o significado das interacções sociais fica reduzido aos seus papéis sociais formais e suas funções profissionais. À medida que os contactos meramente formais se generalizam, expande-se o anonimato. O homem vive no meio da multidão, mas não convive com ninguém, como pessoa; a multidão nas ruas, o congestionamento no trânsito e os enxames humanos nas praias são manifestações sociais frequentes. Nelas, raramente se verifica convívio humano. Os indivíduos não se encaram como pessoas, mas como objectos. Nesse contexto, cresce a sensação de solidão.

9 – cidade actual, molda o ser, que é moldado, que por sua vez molda novamente a cidade. A cidade contemporânea é resultado da interacção humana, ou falta dela, que com as suas características – produção de ídolos, marginalidade, limites pouco definidos, entre muitos outros – leva a que o ser faça cidade de acordo com as necessidades que esta o faz sentir, e assim progressivamente. A ideia é conceber a sociedade actual como produto da necessidade de agrupamento do homem, mas que contribui para a sua separação e sociologicamente abordar a cidade contemporânea como um produto dos dias, da diversidade e multiculturalidade que não oferece espaço a uma individualidade ou a uma colectividade real.

É necessário criar novas formas de perceber sociologicamente o poder do criador de cidade e o poder da cidade sobre o criador para um melhor entendimento dos fundamentos da cidade contemporânea.

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