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GO architecture

March 13, 2012

Go Architecture

O projecto é composto por duas zonas distintas, uma contendo um programa público, galeria de arte, que efectua a ligação à cidade, outra de carácter semi-publico/privado contendo os ateliers e as habitações dos artistas.

A opção de manter a fachada pré-existente em ruína prende-se com a dupla necessidade de perpetuar a traça das ruas do Porto e de preservar a memória do lugar que oferece, agora, um espaço para novos significados.

O volume reservado aos artistas é pontuado por um plano, que simula a tela branca e surge, não como uma forma de rejeição à cidade, mas sim com o intuito de oferecer ao espaço características de refugio, interiorização e meditação. Este plano serve assim como um espaço vertical vago que sustenta diferentes funções como projecções cinematográficas, exposições e instalações.
Outro ponto fulcral do edifício é um espaço de meditação caracterizado por uma forma esguia e cobertura envidraçada, um espaço neutro, confortável, de forma a permitir relaxamento e concentração
A escolha de libertar o pé direito das escadas e deve-se á procura de uma verticalidade, ascensão, a procura da “luz”.


As opções procuram potenciar o existir e através de uma parcial recusa da cidade, permitir ao artista uma maior aproximação a uma verdadeira liberdade criativa.

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