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À medida que cresce exponencialmente a população em áreas urbanas, as cidades têm invariavelmente de melhorar, de se tornarem mais eficientes e servirem melhor os seus habitantes, não permanecerem apenas como locais viáveis para viver, estudar e trabalhar. Algumas cidades irão consegui-lo melhor do que outras o que significará um deslocamento das populações.
Como resultado, empregadores e indivíduos irão mover-se para lugares que servem melhor as suas necessidades e aspirações. Não se trata apenas de crescimento, mas de um melhoramento na funcionalidade das cidades. A competição entre as cidades está mais viva do que nunca, resultando em mudanças significativas nestas num curto intervalo de tempo.

Bovisa
Bovisa é um bairro de Milão, localizado na parte norte da cidade.
Pertence à zona 9 e está física e historicamente delimitada por ferrovias que cercam a área, com o decorrer do tempo abrangeu também a área ao redor da Piazza Derg, embora o núcleo original do distrito se situe ao redor da praça.
Nascida nos arredores industriais de Milão, na segunda metade do século XX tem visto um declínio após o desmantelamento de muitas indústrias que existiam na área, resultando em degradação, estagnando nos últimos anos.

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Politécnico
Uma das actividades mais importantes de uma antiga área industrial é agora a presença das subsidiárias do Politécnico de Milão. O campo está dividido em duas sedes.
O Norte para a escola de Design e de Arquitectura (construída numa antiga fábrica) e a sul, a escola de Engenharia (Engenharia Mecânica, Engenharia Aeroespacial, Engenharia de Energia e Gestão Industrial).

A Estação
A estação representa um importante centro para a maior parte do tráfego local a norte da região, nesta convergem as linhas de Saronno, para Como, Italy – Novara, Laveno – Malpensa.
A estação, dada a sua posição actual, corta o distrito de Bovisa em duas partes, impedindo o tráfego de pedestres, enfatizando a divisão imposta pela linha ferroviária.
Por estas razões, futuramente a estação deverá conectar as duas áreas, actuando como um espaço ponte e de acesso, sendo os pontos de saída radicalmente transformados.
Combinando os dois lados da ferrovia, o nível superior da estação tornar-se-á assim um espaço público de serviços: Bilheteiras, espaços comerciais e de lazer. Transformando-se assim no principal ponto de acesso à área.

Bovisa é um pólo de ensino, a vida da zona depende muito da população flutuante, não necessariamente da que habita a zona, por isso, um transporte muito eficiente, é de grande importância para a sustentabilidade e eficiência da área em questão. Uma infra-estrutura de transportes é fundamental para a mobilidade de pessoas e bens e para a coesão territorial.
O objectivo é reorganizar as vias nas áreas junto da estação ferroviária e do campus universitário, estabelecendo boas conexões com outras formas de transporte, tais como autocarros, eléctricos e táxis.

Será assim necessário um aumento do número de lugares de estacionamento, resposta oferecida através da criação de um parque subterrâneo, com mínimo impacto visual e ambiental. Nesta restruturação inclui-se a reorganização dos espaços públicos e criação de novas zonas de lazer comuns, a fim de tornar a área mais atraente para os usuários.

Estabelecer uma conexão entre os Pólos universitários é de clara importância (“conexão do conhecimento”), a fim de aumentar o interesse entre as zonas e as funções.

Esta intervenção urbana surge como um ponto de partida para o desenvolvimento futuro em Bovisa, que já estão no plano: Residências localizadas no leste, para completar o distrito Bovisa, e perto da estação.

Criação de laboratórios de pesquisa: de forma a criar terreno fértil para a pesquisa, desenvolvimento e inovação. Estes serão concentrados numa área, de forma que se possa tirar vantagem da proximidade física e da reunião de diferentes sinergias.

No Campus: a expansão foi planeada em continuidade com os edifícios universitários existentes para permitir uma partilha de serviços.

Dentro do Campus os Objectivos consistem em:
-Usando a estrutura existente criar um novo espaço central,”Cubo” (um espaço dentro de outro espaço)
-Dentro deste cubo, novos programam, diferentes dos que existem actualmente, um grande átrio, que serve como área de trabalho (que estava em falta), um auditório, uma sala de imprensa, sala de estar e um espaço aberto.

 

< English Version >

A osmose é o nome dado ao movimento da água entre meios com concentrações diferentes de solutos separados por uma membrana semipermeável. É um processo físico importante na sobrevivência das células. A água movimenta-se sempre de um meio hipotônico (menos concentrado em soluto) para um meio hipertônico (mais concentrado em soluto) com o objetivo de se atingir a mesma concentração em ambos os meios (isotônicos).

Conceito de cidade – Osmose Urbana – O objectivo é o equilíbrio urbano/reequilíbrio da malha urbana, através da intervenção específica na área definida de trabalho, propor espaços, usos e novos pontos de interesse, requalificando e dinamizando posteriormente, esta intervenção, toda a área envolvente num sentido evolutivo relativo à qualidade de vida e tudo o que lhe é inerente.

Existem vários autores como Aldo Rossi que procuravam uma relação entre a arquitectura e a cidade, trabalhando a arquitectura, que tinha sempre uma dimensão urbana, para se relacionar com a cidade e o espaço urbano.
Utilizando noções de escala não como uma medida, mas uma relação entre unidades dimensionais e temporais trabalhei a escala urbana relacionando os edifícios propostos com os edifícios da cidade.
Com a noção de que a escala urbana trabalha muito mais o urbano e muito pouco o homem. Essa descompensação foi tratada com uma noção específica em relação ao lugar, ao habitar no mesmo uma consciência do humano e principalmente no acto de existir num lugar, este controlo de escala ajuda na organização de espaços.

A cidade entra no próprio “edifício” criando assim ruas, espaços de encontro e estar. Estrutura-se numa rua viária que serve como espinha dorsal e a partir dessa mesma rua aparecem ramificações que estruturam todo o espaço semi-público exterior.
A escala é desta forma trabalhada de forma a conceber o espaços sem descontrole, transformando simples objectos arquitectónicos num acumular de experiências e vivências que nos remetem para a cidade (escala urbana).
Este misto de espaço urbano e arquitectónico apesar de juntar dois conceitos aparentemente distintos possui alguma eficiência na relação e relevância porque faz-se simultaneamente arquitectura e cidade.


A opção conceptual a uma escala menor, do edifício, surge em ideias base: Agarrar, proteger, abrir, fechar… Inevitavelmente a mão surge como principio orientador na procura de formas.
Através destes princípios criar um novo momento na Avenida da Boavista.

Habitar, concretamente no lugar: A busca constante do ditar de uma forma que possa ser absorvida com pouco impacto no hábito de existir outros lugares e ser rapidamente absorvida na sua semelhança e funcionalidade. A mistura clara da tipologia habitar temporário com o definitivo, as múltiplas possibilidades, as formas dinâmicas (linguagem moderna em fusão com tipologia clássica) como amplificador de sensações (O quotidiano acontece em fenómenos concretos e compreende também fenómenos mais intangíveis como os sentimentos). A procura do espaço necessário para o homem manter o ser individual num espaço partilhado. A luz, como sinónimo de vida, as partes constituintes inundadas pela mesma, demarcado pelas grandes aberturas que caracterizam as tipologias. Poucos limites visuais próximos, o olhar sempre mais longe. Serviços complementares directos à habitação (ocupando o espaço da área de intervenção).

A tipologia habitacional com base na procura de um epicentro, este, como manifesto directo de usos (diurno, nocturno), barulhos e vivências. A tentativa para um inicio, criar proximidade entre zonas em que um maior silêncio é necessário e vice-versa, sempre com o princípio de quatro módulos que formam uma unidade, e dessa unidade a atenção ao conjunto maior formado pelas diversas. O funcionar particular e a simbiose do geral.


A escala do humano é a fase conceptual final, onde o objectivo é elevar todo o espectro de sensações do mesmo (sub entenda-se elevar como dar importância e criar/provocar).

GO architecture

March 13, 2012

Go Architecture

O projecto é composto por duas zonas distintas, uma contendo um programa público, galeria de arte, que efectua a ligação à cidade, outra de carácter semi-publico/privado contendo os ateliers e as habitações dos artistas.

A opção de manter a fachada pré-existente em ruína prende-se com a dupla necessidade de perpetuar a traça das ruas do Porto e de preservar a memória do lugar que oferece, agora, um espaço para novos significados.

O volume reservado aos artistas é pontuado por um plano, que simula a tela branca e surge, não como uma forma de rejeição à cidade, mas sim com o intuito de oferecer ao espaço características de refugio, interiorização e meditação. Este plano serve assim como um espaço vertical vago que sustenta diferentes funções como projecções cinematográficas, exposições e instalações.
Outro ponto fulcral do edifício é um espaço de meditação caracterizado por uma forma esguia e cobertura envidraçada, um espaço neutro, confortável, de forma a permitir relaxamento e concentração
A escolha de libertar o pé direito das escadas e deve-se á procura de uma verticalidade, ascensão, a procura da “luz”.


As opções procuram potenciar o existir e através de uma parcial recusa da cidade, permitir ao artista uma maior aproximação a uma verdadeira liberdade criativa.

< English Version >