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Festival MEIA 2016

October 30, 2016

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MEIA 2016
Produção e Design do Festival de Música Experimental e Improvisada em Aveiro
4-5 Novembro / 21H
Museu De Aveiro

O MEIA vai para a sua 3ª edição com um cartaz onde qualidade dos músicos convidados e a beleza do espaço onde decorrerá serão o principal mote do festival. Nomes com forte atividade no cena nacional e internacional da música experimental e improvisada como Rafael Toral, João Pais Filipe, Hugo Antunes, Paulo Curado e Miguel Mira entre outros vão fazer-se ouvir nos espaços ex-libris da cidade de Aveiro, o Museu de Aveiro (Santa Joana) e a Igreja de Jesus.

Na primeira noite dia 4, a Igreja de Jesus, classificado como monumento nacional, recebe o trio liderado por Hugo Antunes, contrabaixista português que se tem evidenciado no jazz e música improvisada na europa. Antunes convida dois pesos pesados do improviso em Portugal, o violoncelista Miguel Mira (Motion Trio) e saxofonista e flautista Paulo Curado. Na mesma noite o projecto Phantom Trio, composto por Fábio Almeida no saxofone, Sérgio Tavares contrabaixo e João Martins na bateria, irá apresentar o seu recente disco de estreia #00 (4.5/5 – jazz.pt) editado pela prestigiada editora de música improvisada Creative Sources.

Sábado, dia 5, Diana Combo (Eosin) e Tiago Silva (The Orm), apresentam Linden, duo que se formou para tocar no festival Rama em Flor, na ZDB. O concerto no festival MEIA é o segundo deles e o primeiro como Linden. Para encerrar o certame o Museu de Aveiro recebe Rafael Toral, músico reconhecido internacionalmente desde a década de 80 pela sua forma inovadora de explorar a música, e que colaborou com notáveis figuras como o John Zorn, Evan Parker ou os Sonic Youth convida o baterista João Pais Filipe, frequente experimentalista do espaço Sonoscopia e membro do coletivo HHY & Macumbas.

Os concertos são gravados na sua totalidade tendo como objectivo, a posterior edição de alguns dos espectáculos em formato audio, tal como tem acontecido desde a 1º edição.

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Dia 4 de Novembro

21:00
HUGO ANTUNES TRIO
HUGO ANTUNES
MIGUEL MIRA
PAULO CURADO

A_Hugo Antunes Trio_580

22:30
PHANTOM TRIO
FÁBIO ALMEIDA
SÉRGIO TAVARES
JOÃO MARTINS

A_Phantom Trio_580

DIA 5 DE NOVEMBRO

21:00
LINDEN
DIANA COMBO
TIAGO SILVA

A_Linden_580

22:30
RAFAEL TORAL
JOÃO PAIS FILIPE

A_Rafael Toral_580

A_João Pais Filipe_580(2)

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Produção: Pássaro Vago
+info: http://passarovago.com/

Contactos:
passarovago@gmail.com
geralmeia@gmail.com
+351 91 4647117
+351 91 6361470

Conjunto de 6 videos Ggravados ao vivo no “Johnny 101″ em Agosto de 2016, para a terceira sessão Covilmente #3.

Luís Formiga – voz, guitarra e harmónica
Bruno Pinho – guitarra eléctrica
Jorge Pandeirada – baixo e síntese
Micael Lourenço – bateria e percussões

Facebook: https://www.facebook.com/luisformigam…
Spotify: https://open.spotify.com/album/2jL3HH…
iTunes: https://itunes.apple.com/pt/album/sub…
Também disponível na Amazon, Tidal, Google Play e outras plataformas.

Local: https://www.facebook.com/johnny101cafe
Áudio: https://www.facebook.com/covilestudios/
Vídeo: https://www.facebook.com/spikytail/

https://www.covil.pt

2016 Covil

Subnutridos Album Cover

iTunes StoreYou can check it out at:
www.facebook.com/luisformigamusic
And listen/buy at:
iTunes
Bandcamp
Spotify

“Subnutridos” é o álbum de estreia do cantautor Luís Formiga, é constituído por 12 temas folk à guitarra e voz, género com o qual Luís se apresenta mais confortável, acompanhado por Pedro Campos no contrabaixo e uma instrumentação que mantém o foco na voz e nas composições do autor. O álbum, gravado e produzido por Hugo Pereira e saído a 24 de Junho, é editado com o selo da Pássaro Vago e está disponível para venda no iTunes e para streaming no Spotify.

Nunca foi tão inovador como os cantores que cantavam como se estivessem num navio em chamas. Não cantava de forma desesperada, nem fazia grande estrago. Dava a impressão que a sua resistência não era levada ao limite, mas isso também não importava, cantava as suas canções serenamente como se estivesse no meio de uma tempestade. A sua voz era misteriosa e fazia-nos cair num determinado estado de espírito.

Subnutridos Promo 1

Diz-nos Luís:
“As músicas podem constituir elas mesmas uma aprendizagem, não têm sequer de ser necessariamente leves ou simples entretenimento, podem ocupar um espaço diferente, (aspirar) criar desequilibrios”.

Ao faze-lo, assume a criação musical como vontade de transcender a aquela que Adorno dizia ser a “música culinária”: a da cultura do imediato, consumível e descartável. O que vem do interior e exige ser posto em música e palavras busca agir sobre o mundo, mesmo quando essa acção se quer voluntariamente discreta e modesta.
Luís reforça-o ao longo do álbum nas identidades que inventa, como em “Don Juan Arrumador” ou a “A pistola do Ernesto”. As personagens, pela sua justeza, honestidade e abertura, tornam-se pessoa transformada em canção, figurando a bravura de uma maneira abstracta. Estas personagens anónimas às quais a generosidade dá um nome representam talvez a humanidade em geral. Luis fala-nos da necessidade de olhar para estas personagens semi ficcionais e semi perdidas, e pede-nos com humildade que não as ignoremos. Mas nada nos impõe.

São estórias de personagens mal-amadas, com imagens de um quotidiano que, antes de ser mudado precisa de ser visto com outros olhos. Deve procurar-se a poesia em primeiro lugar nas coisas pequenas para que a luz do infinito não nos ofusque os olhos desabituados. É preciso ver a poesia onde ela não é evidente, e injectá-la nos corpos que, por negação, mais a rejeitam.
A afirmação da melancolia pode ser o momento fulcral da libertação, a afirmação da fraqueza é um gesto de coragem num mundo em que é tão fácil crucificar com pregos pequeninos os desconhecidos e virar o olhar para longe de tudo o que nos amedronta. E a hesitação, uma oportunidade privilegiada para conhecer o nosso íntimo. Um dia cresceremos, tiraremos as nossas elações, e então iremos em busca de novas incertezas. Pois “homens bons fazem coisas más”, e “Chega o dia em que por amor até o sábio se comporta como tolo. “ (O Teu Deus)

Subnutridos Album Promo 2

Qual o sentido da vitória? O que é o sucesso? Poderemos aceitar as respostas comuns, impessoais, que nos chegam de todas as direcções? Ou terá que ser algo que necessariamente parte do interior para um mundo hostil, arriscando a rejeição e aceitando um resultado incerto? Criar uma canção e cantá-la para um público é, como qualquer ato de criação, interferir com um mundo à partida indiferente, provocá-lo, jogar numa trama de incertezas. E mais vale a convicção de um gesto ter significado e razão de ser do que uma chuva de aplausos quando esta não é mais do que um reflexo pavloviano.

Num quarto fechado, um animal recolhido deixa escorrer o tempo, procrastina, deixa-se assombrar por pensamentos ou pelo desejo, pela fome. Talvez medite. Tempo de partir para um quarto de motel, levar uma guitarra, muitos gatos, talvez o amor, uma mão e um peito generoso. Para trás, uma casa deixada de janelas escancaradas. O tempo circula, e os regressos são imprevisíveis. O mundo gira sempre, numa vertigem subtil que nos embala sem darmos por isso. Não interessa tanto o ponto de chegada como o caminho. É preciso amar as dores que nos causam nos pés o contínuo caminhar, plácido, cheio de sinuosidades, na incerta perseguição dos sonhos.

Pedro Lavoura

 

http://luisformiga.bandcamp.com/
https://www.facebook.com/luisformigamusic
https://soundcloud.com/luisformiga

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Luís Formiga - Subnutridos CD

Ficha técnica:
Luís Formiga – voz, guitarra, harmónica
Pedro Campos – contrabaixo
Bruno Pinho – guitarra
Edward Alves – voz
Inês Moreira – voz, viola d’arco
Rui Veiga – guitarra
Hugo Pereira – teclados e percussões
Design e Fotografia por Joana Mendes
Gravado no __COM__ e no Covíl Estúdios
Misturado no Covíl Estúdios
Produzido e Masterizado por Hugo Pereira

Retrato

October 7, 2012


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Proposta para um centro ambulatório na cidade de Espinho integrado em Projecto II Proposta para um centro ambulatório na cidade de Espinho integrado em Projecto II Proposta para um centro ambulatório na cidade de Espinho integrado em Projecto II Proposta para um centro ambulatório na cidade de Espinho integrado em Projecto II Proposta para um centro ambulatório na cidade de Espinho integrado em Projecto II

Planta Localização / Espinho

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Ensaio da Forma
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Figura A- Principio formal
Estruturação base, preenchimento do quarteirão na sua totalidade buscando os alinhamentos dos quarteirões circundantes

Figura B- Subtracção
Influência da casa pátio, protecção dos ventos dominantes, privacidade no interior da edificação.

Figura C- Rotação
A procura de dinâmicas, orientação pela rosa-dos-ventos e pela semelhança angular com edificíos no quarteirão a jusante. Nova forma de ocupação do quarteirão.

Figura D- Forma Subtractiva
Aplicação da forma subtractiva para obter passagem pública de circulação automóvel. Procura de formas conceptuais, para nova definição de quarteirão, imagens e elementos de referência como as mãos, o aconchego e simultaneamente a protecção.

Programa

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Figura 1 – Planta de implantação Ambulatório.
Base nas casas pátio, onde todo o programa de desenvolve orientado para o interior por uma questão de privacidade e refúgio em relação à cidade.

Figura 2 – Zona de Recepção/Administrativa/Consultas.
Esta zona contem os serviços administrativos do edifício, zona de serviços administrativos e um refeitório/bar no Piso 1 e zona de consultas no Piso 0. A opção por separar a área do resto do programa surge de uma necessidade de colocar zonas de caracter mais público separadas dos resto do programa de forma as que as mesmas não entrem em conflito ou possam perturbar o desenrolar dos serviços prestados no ambulatório.

Figura 3 – Zona de Recepção e Pré-operatório
Esta zona contem a recepção, destribuiçao, zona de acolhimento e preparação, sala de espera e parque de macas. Responsavél por receber os utentes que serão sujeitos a cirurgia.

Figura 4 – Zona de Cirurgia
Esta zona contem as salas de operações, quer no Piso 0 como no Piso, assim como salas para os médicos/ cirurgiões se prepararem e as zonas de esterilização e técnicas.

Figura 5 – Zona Recobro e Enfermaria
Esta zona contem as áreas de recobro/recuperação dos pacientes, da anestesia e acompanhamento em caso de necessidade ou na possibilidade de algum problema. Esta é a área final, daqui os pacientes dirigem-se para fora do edifício caso tudo esteja bem.

Figura 6 – Espaço de Auditório e Lazer
Esta zona de verdes, funciona como um jardim privado que permite um aumento da qualidade do espaço edifício, para uso dos utentes, acompanhantes e funcionários. Elemento que fornece incoscientemente uma noção de calma e bem estar. Alusão a espaço de meditação. No piso -1 encontra-se o auditório do edifício.

Figura 7- Zona de estacionamento
Esta zona é um parque automovel apto para receber um número elevado de lugares de estacionamento de forma a servir vários indivíduos , incluíndo os que não se destinam especificamente à unidade de serviço ambulatório.

 

3D

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Cities as new dictators

November 10, 2010

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Cidades como novos ditadores

1 – As cidades são hoje, novos ditadores, influenciando drasticamente as formas de vida que nela habitam. Molda o humano que por sua vez as moldou.

2- Conexões na cidade – Torna-se difícil na actualidade definir com precisão a cidade. Outrora o fenómeno urbano diferenciava-se com muita facilidade do espaço rural, nomeadamente quando a cidade se encontrava ainda amuralhada e no seu exterior existiam quase exclusivamente as actividades agrícolas.
Mas progressivamente, quer a paisagem urbana, quer a paisagem rural foram-se homogeneizando surgindo, quer num caso quer noutro, formas compósitas.
As ligações entre si, efectuadas, não por estradas, mas por aceleradores temporais.

3- Inicialmente o homem escolheu viver em sociedade não somente por contingência de sobrevivência, mas porque a sua própria natureza assim o exigiu.. O habitar em colectivo como necessidade básica surgiu.

4- A cidade desenvolve-se como ramos de árvores. (figura 2)

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5- O convívio humano que resulta de contactos primários é a característica dominante das sociedades pouco industrializadas, das zonas rurais ou de pequenos grupos sociais.

6/8 – A industrialização e a urbanização estabeleceram um modo de vida no qual o contacto primário, interpessoal foi reduzido, favorecendo a generalização dos contactos secundários e das relações impessoais. Observa-se, assim, uma tendência inversa entre a formação de grandes aglomerados populacionais e o convívio humano.
A instauração da sociedade de consumo e da sociedade de massa constitui-se num marco decisivo para o surgimento de um ser humano massificado. Nesse modelo social, o ser humano deixa de ser considerado pessoa e passa a ser encarado como máquina devoradora de produtos, ideias ou mercadorias.
Na sociedade pós-industrial, o contacto em geral entre as pessoas é apenas físico; o significado das interacções sociais fica reduzido aos seus papéis sociais formais e suas funções profissionais. À medida que os contactos meramente formais se generalizam, expande-se o anonimato. O homem vive no meio da multidão, mas não convive com ninguém, como pessoa; a multidão nas ruas, o congestionamento no trânsito e os enxames humanos nas praias são manifestações sociais frequentes. Nelas, raramente se verifica convívio humano. Os indivíduos não se encaram como pessoas, mas como objectos. Nesse contexto, cresce a sensação de solidão.

9 – cidade actual, molda o ser, que é moldado, que por sua vez molda novamente a cidade. A cidade contemporânea é resultado da interacção humana, ou falta dela, que com as suas características – produção de ídolos, marginalidade, limites pouco definidos, entre muitos outros – leva a que o ser faça cidade de acordo com as necessidades que esta o faz sentir, e assim progressivamente. A ideia é conceber a sociedade actual como produto da necessidade de agrupamento do homem, mas que contribui para a sua separação e sociologicamente abordar a cidade contemporânea como um produto dos dias, da diversidade e multiculturalidade que não oferece espaço a uma individualidade ou a uma colectividade real.

É necessário criar novas formas de perceber sociologicamente o poder do criador de cidade e o poder da cidade sobre o criador para um melhor entendimento dos fundamentos da cidade contemporânea.

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