Centro habitacional | Academic

March 14, 2012

A osmose é o nome dado ao movimento da água entre meios com concentrações diferentes de solutos separados por uma membrana semipermeável. É um processo físico importante na sobrevivência das células. A água movimenta-se sempre de um meio hipotônico (menos concentrado em soluto) para um meio hipertônico (mais concentrado em soluto) com o objetivo de se atingir a mesma concentração em ambos os meios (isotônicos).

Conceito de cidade – Osmose Urbana – O objectivo é o equilíbrio urbano/reequilíbrio da malha urbana, através da intervenção específica na área definida de trabalho, propor espaços, usos e novos pontos de interesse, requalificando e dinamizando posteriormente, esta intervenção, toda a área envolvente num sentido evolutivo relativo à qualidade de vida e tudo o que lhe é inerente.

Existem vários autores como Aldo Rossi que procuravam uma relação entre a arquitectura e a cidade, trabalhando a arquitectura, que tinha sempre uma dimensão urbana, para se relacionar com a cidade e o espaço urbano.
Utilizando noções de escala não como uma medida, mas uma relação entre unidades dimensionais e temporais trabalhei a escala urbana relacionando os edifícios propostos com os edifícios da cidade.
Com a noção de que a escala urbana trabalha muito mais o urbano e muito pouco o homem. Essa descompensação foi tratada com uma noção específica em relação ao lugar, ao habitar no mesmo uma consciência do humano e principalmente no acto de existir num lugar, este controlo de escala ajuda na organização de espaços.

A cidade entra no próprio “edifício” criando assim ruas, espaços de encontro e estar. Estrutura-se numa rua viária que serve como espinha dorsal e a partir dessa mesma rua aparecem ramificações que estruturam todo o espaço semi-público exterior.
A escala é desta forma trabalhada de forma a conceber o espaços sem descontrole, transformando simples objectos arquitectónicos num acumular de experiências e vivências que nos remetem para a cidade (escala urbana).
Este misto de espaço urbano e arquitectónico apesar de juntar dois conceitos aparentemente distintos possui alguma eficiência na relação e relevância porque faz-se simultaneamente arquitectura e cidade.


A opção conceptual a uma escala menor, do edifício, surge em ideias base: Agarrar, proteger, abrir, fechar… Inevitavelmente a mão surge como principio orientador na procura de formas.
Através destes princípios criar um novo momento na Avenida da Boavista.

Habitar, concretamente no lugar: A busca constante do ditar de uma forma que possa ser absorvida com pouco impacto no hábito de existir outros lugares e ser rapidamente absorvida na sua semelhança e funcionalidade. A mistura clara da tipologia habitar temporário com o definitivo, as múltiplas possibilidades, as formas dinâmicas (linguagem moderna em fusão com tipologia clássica) como amplificador de sensações (O quotidiano acontece em fenómenos concretos e compreende também fenómenos mais intangíveis como os sentimentos). A procura do espaço necessário para o homem manter o ser individual num espaço partilhado. A luz, como sinónimo de vida, as partes constituintes inundadas pela mesma, demarcado pelas grandes aberturas que caracterizam as tipologias. Poucos limites visuais próximos, o olhar sempre mais longe. Serviços complementares directos à habitação (ocupando o espaço da área de intervenção).

A tipologia habitacional com base na procura de um epicentro, este, como manifesto directo de usos (diurno, nocturno), barulhos e vivências. A tentativa para um inicio, criar proximidade entre zonas em que um maior silêncio é necessário e vice-versa, sempre com o princípio de quatro módulos que formam uma unidade, e dessa unidade a atenção ao conjunto maior formado pelas diversas. O funcionar particular e a simbiose do geral.


A escala do humano é a fase conceptual final, onde o objectivo é elevar todo o espectro de sensações do mesmo (sub entenda-se elevar como dar importância e criar/provocar).

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